Alta de preços causa distúrbios na cadeia da carne

Alta de preços causa distúrbios na cadeia da carne

Via Revista Nacional da carne | www.nacionaldacarne.com.br
Por Thais Ito

Do campo às gôndolas varejistas, a escalada de preços da carne bovina vem formando uma onda que arrasta toda a cadeia do setor. Especialistas apostam na manutenção dos valores altos e projetam o preço da arroba a R$ 155. Vislumbram, ainda, um índice maior de confinamento e uma grande oportunidade de crescimento para os setores de carne suína e, principalmente, de frango.

Um dos aspectos fundamentais desse cenário é a valorização da arroba do boi. Em janeiro de 2014 a média nominal estava em R$ 114. Mas, após sucessivos aumentos, chegou a um pico de R$ 142 em novembro, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa para o Estado de São Paulo.

Todo esse aumento foi resultado da combinação entre a escassez da oferta, ocasionada pela seca em 2013 e 2014, e a estabilização da demanda. “Cerca de 90% do nosso gado vêm de pastagem. Quando há uma seca como nesses dois anos, ela fica afetada e diminui a oferta de boi, postergando o problema também ao longo de 2014″, explica Adolfo Fontes, analista sênior do Rabobank Brasil que atua em pesquisas na área de proteína animal. “Ano passado foi excelente em exportações e o consumo interno se manteve instável. Foi o que provocou um desencontro entre oferta e demanda, influenciando a alta dos preços.”

A partir de novembro, contudo, ocorreu uma estabilização – até abril deste ano as médias se mantiveram na casa dos R$ 140. E um dos motivos foi a oscilação da demanda. “Ela caiu em 2015, tanto no comércio internacional – nos primeiros quatro meses houve uma queda de 17% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior – como no mercado interno, por conta de um problema de ordem econômica que tem afetado o consumo de carne bovina”, diz o analista do banco. A curva ascendente, além disso, graças à oferta ainda escassa, não apenas parou de crescer, como foi impedida de cair.

Mas, para os próximos meses, a perspectiva de alta pode restabelecer-se. A soma de forças internas e externas da atual conjuntura deve convergir para maiores exportações de carne bovina brasileira. Para Sergio de Zen, professor e pesquisador responsável pela área de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/ USP, a adoção de medidas econômicas restritivas, como aumento da taxa de juros e diminuição do crédito interno, vem contraindo o consumo e reduzindo a demanda. Gera-se, então, um excedente que estimula as exportações.

Paralelamente, sinais de melhora dos Estados Unidos tendem a puxar a economia de outros países e estabelecer um novo patamar de equilíbrio. Soma-se a isso a tendência de manutenção do dólar valorizado e o resultado é um conjunto de fatores favoráveis ao escoamento do produto nacional. “Esse cenário de mais exportações deve pressionar os preços da arroba para cima”, conclui o professor.

Rumo aos 5 milhões

A conjuntura de preços altos, entretanto, poderia ser pior. Um levantamento da Agroconsult aponta que os pecuaristas brasileiros devem finalizar este ano com 5 milhões de cabeças em confinamento. São 400 mil a mais que em 2014, um acréscimo de 8,6%. Não fosse essa projeção, Fontes assegura: os valores poderiam ser ainda mais altos. “Contratos futuros da BM&F apontavam um valor de R$ 160/arroba. No entanto, a oferta via confinamento vai dar fôlego para outubro, mês em que a maior parte desse gado é ofertado. Com isso temos uma tendência de estabilização de preço, cuja previsão, agora, está mais próxima de R$ 155.”

Postado por: Soluções Transportes | www.solucoestransportes.com.br

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