O varejo e a armazenagem de produtos alimentícios resfriados e congelados

O varejo e a armazenagem de produtos alimentícios resfriados e congelados

Via Alimentos e Bebidas | www.alimentosebebidas.com.br

Para Ballou (2007), a concepção logística de agrupar conjuntamente as atividades relacionadas ao fluxo de produtos e serviços para administrá-las de forma coletiva é uma evolução natural do pensamento administrativo.

Segundo, GUEDES, R. (NOVEMBRO de 2008), falar apenas em segurança alimentar faz sentido se encararmos a cadeia alimentar e todos os seus intervenientes como um todo. Temos de encarar, analisar e avaliar todos os possíveis intervenientes na cadeia alimentar, de forma a conseguir identificar eles e a maneira como eles atuam, para garantir a segurança alimentar desde o produtor até ao destinatário final (consumidor).

Segundo BAPTISTA, P. (2006), a minimização de ocorrências com impacto para o consumidor deve constituir uma preocupação para todos os intervenientes na cadeia alimentar, sendo que, se deve ter em consideração todas as fases, incluindo, um dos mais importantes, o transporte dos produtos alimentares, desde o agricultor/produtor até ao consumidor. Nesta cadeia o transporte e a distribuição de produtos alimentares são muitas vezes um dos elos mais fracos na garantia da segurança alimentar.

O transporte de produtos alimentares seja ele congelado ou refrigerado requer o máximo de controle em relação às temperaturas, desde armazenamento no produtor, durante o transporte até um entreposto de distribuição de produtos alimentares, até chegar ao consumidor. A cadeia do frio tem que funcionar de forma segura de maneira a conseguir conservar os produtos alimentares de acordo com as suas características iniciais, sendo muito importante que a cadeia do frio não seja quebrada e que não existam diferenças.

PROCESSOS

O controle da cadeia do frio deve contar com técnicas avançadas, manual de boas práticas, treinamento das equipes envolvidas e acompanhamento diuturno de indicadores de temperatura.

Todas as áreas devem ser climatizadas e resfriadas de acordo com portarias e exigências dos Órgãos de Controle (MAPA ou ANVISA).
Hoje não podemos falar em controle sem ter as ferramentas adequadas e os processos rigidamente estabelecidos, como:
1- Manual de Boas Práticas, constantemente colocado em treinamento para as equipes integrantes da cadeia.
2- Responsável técnico; um Veterinário com experiência em Alimentos da Cadeia do Frio.
3- Deptº de Qualidade, que deve inspecionar diariamente todas as áreas da empresa, apontando “não conformidades”, e imediata correção.

Acredito firmemente que a melhor maneira de se ter o controle do frio, “shelf life”, FIFO e FEFO dos produtos alimentícios na rede supermercadista é ter um Centro de Distribuição próprio ou terceirizado.

Aliado a isso um bom programa de Gestão de Demanda é fundamental. O Varejo deve trabalhar com produtos para venda de no máximo para três dias. Dessa forma o controle da cadeia na ponta final também ocorrerá naturalmente.

Com uma cobertura de estoque de cinco dias no CD (Centro de Distribuição), mais os dois dias da loja, fica garantido o abastecimento sem rupturas e sem prejuízo da saúde financeira da empresa em estoques desnecessários. O ciclo de venda e segurança da qualidade ficam totalmente atendidos.
Outra situação que envolve custos e possibilidades de desvios nos supermercados é a área de recebimento. Fornecedores descontentes com a demora no recebimento, produtos perdendo qualidade com descargas demoradas, falta de um padrão estabelecido de qualidade, levam a desperdícios de recursos.

Com a centralização, a rede supermercadista tem a possibilidade de colocar a maioria dos fornecedores em um só local, onde os mesmos podem arcar com parte dos custos de logística, pois economizarão na entrega “ponto a ponto”. Considero essa sinergia virtuosa, pois todos da cadeia ganham.

GESTÃO E POTENCIALIZAÇÃO DE LUCROS

A armazenagem vertical, feita mecanicamente por meio de empilhadeiras, também ajuda a preservar as embalagens primárias dos produtos, colaborando com a preservação dos mesmos.

Todos sabemos quão complexa é a gestão de estoques na rede varejista. Contando com mais de 8000 SKU’s (stock keeping unit) a tarefa de controlar estoques, datas de validade e qualidade dos produtos é uma fonte de consumo de recursos enorme.
Hoje os Operadores Logísticos estão obtendo e criando cada vez mais ferramentas de controle e ofertando KPI´s (Key Performance Indicators) para municiar o Gestor Supermercadista de informações necessárias e indispensáveis para otimização das vendas.

SUSTENTABILIDADE

Temos que considerar, também, com grande ênfase, a situação em que se encontra São Paulo e os grandes centros, no aspecto do tráfego e as diversas restrições que hoje existem; de horários, placas, etc. O fornecedor para cumprir seu propósito de abastecer o varejo não pode fazê-lo com caminhões de grande porte. Para executar a entrega com veículos pequenos, não é viável, pois as viagens das plantas de origem são longas.
Infelizmente não temos uma discussão que envolva todos os atores da cadeia de abastecimento.
Considero a opção de centralização da armazenagem e distribuição dos produtos alimentícios da Cadeia do Frio, indispensável sob os aspectos de qualidade, economia e sustentabilidade.

UMA VISÃO HISTÓRICA

Minha experiência no Mercado de Produtos Alimentícios da Cadeia do Frio me leva a uma análise da evolução do “modus operandi” do segmento.
Há duas décadas a distribuição de carne e derivados era feita exclusivamente por distribuidores. Os percalços de nossa economia, arroxo de margens, etc., fez com que os produtores optassem por “eliminar” a figura do distribuidor, tomando para si sua margem, por uma questão de sobrevivência comercial.

Porém, o aumento do número de veículos, por consequência de estímulos governamentais à indústria automobilística, aliado ao crescimento natural da metrópole, acabou por tornar obrigatórias várias medidas de restrição ao tráfego.

O Operador Logístico surge nesse cenário como indispensável para prover o abastecimento com o menor impacto possível. Consolidando cargas e fornecedores para um mesmo destino.

CONSOLIDANDO CARGAS

Essa parceria, operador/varejo, quando bem alinhada, elimina custos e desperdícios, promovem a sustentabilidade, economia de capital, eliminação de rupturas no ponto de venda e o mais importante; promove uma melhor segurança alimentar dentro da Cadeia do Frio de Alimentos, portanto, ganha o Consumidor.

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Postado por: Soluções Transportes | www.solucoestransportes.com.br

A Soluções Transportes está presente no mercado há 11 anos. O objetivo da Soluções Transportes é atender de forma satisfatória, os fornecedores de produtos alimentícios que são destinados à Merenda Escolar. Nosso trabalho consiste em distribuir estes produtos em todas as escolas no prazo estipulado em contrato. Atuamos com frota própria de veículos, o que garante rapidez, qualidade e eficiência na distribuição dos Produtos.

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