A carne bovina e o mercado para 2015

A carne bovina e o mercado para 2015

Via NFT Alliance | www.nftalliance.com.br

O ano de 2014 foi extremamente importante para o agronegócio brasileiro. Mesmo com as incertezas dos ambientes econômico e político, grande parte dos setores agrícola e pecuário
registrou crescimento significativo, como é o caso das carnes, o que também ajudou a manter a ascensão das indústrias voltadas à alimentação animal no País.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), o crescimento do volume de rações e suplementos minerais fabricados em 2014 fi cou em 4,1%, com destaque para a produção de sal, que chegou a 10% a mais em relação ao ano de 2013.

Ao olharmos para a exportação de carnes, vale a pena dedicarmos algumas linhas para o caso da Rússia. Em meados de 2014, os Estados Unidos e a União Europeia adotaram o maior pacote de sanções contra aquele país desde o fim da guerra fria, em função das tensões na região da Crimeia. Em resposta, o governo russo cancelou as importações dos EUA e da UE, aumentando consideravelmente o comércio com o Brasil e outros países da América do Sul. Com isso, as exportações brasileiras para a Rússia aumentaram em mais de 30% em relação a 2013. Os destaques foram para a carne de frango, com crescimento de 120%, e para a carne suína, com ampliação em 117%. A maioria dos analistas de mercado afirma que esta é uma situação passageira, pois os EUA e a UE já sinalizam o afrouxamento das sanções comerciais. O que realmente preocupa, no entanto, é que a Rússia está mergulhando em uma forte crise econômica, que deve causar cerca de dois anos de recessão, segundo o próprio Presidente daquela nação.

Em relação à carne bovina, as exportações brasileiras não atingiram o desempenho comercial esperado em 2014 (considerando-se a crise com os EUA e a UE), apesar de o País ter aumentado o número de plantas frigoríficas aptas ao envio da proteína. Vale lembrar que a Rússia é o segundo maior destino das exportações de carne bovina brasileira, ficando atrás apenas de Hong Kong, que assumiu a liderança em 2013 e distribui nosso produto para a China e outros países da região.

A cadeia que envolve a produção e a comercialização da carne bovina brasileira encerrou 2014 comemorando os bons resultados obtidos. A baixa oferta dessa proteína no mercado internacional e, de certa maneira, também no nacional, em função da forte seca dos dois últimos anos, gerou uma valorização muito maior do que se esperava, pois, em geral, quando isso acontece, o consumidor tende a substituir a carne bovina por de outras espécies. Dessa vez a valorização se manteve firme, ajudada pela manutenção da demanda interna e pela desvalorização do real frente ao dólar, o que fortalece ainda mais as nossas exportações.

A carne bovina registrou alta significativa nas gôndolas dos supermercados durante 2014. Porém, foi o produtor quem, dessa vez, ficou com a maior parte da valorização, pois foi o preço da carcaça, pago pelos frigoríficos, que registrou o maior reconhecimento no último ano. Outros elos da cadeia também registraram montantes acima das projeções, como é o caso da pecuária de cria, na qual a seca prejudicou os níveis de produtividade, tornando a oferta de bezerros escassa e, por consequência, alavancando também os custos do boi magro (componente de maior impacto financeiro para o elo final da cadeia, que é a engorda).

Ao falarmos sobre as tendências, precisamos considerar que este exercício de “futurologia” deve analisar algumas conjunturas principais: mercados interno e externo, câmbio e propensões de médio e longo prazos (teoricamente mais fáceis de ponderar). Ao olharmos para o mercado interno, podemos trabalhar com a perspectiva de uma economia desacelerada em 2015 e com inflação ainda alta, principalmente no primeiro semestre, o que pode gerar substituição do consumo de alimentos de maior valor, como a carne bovina. Esse efeito pode ser compensado pelo possível aumento da demanda de carne para a reposição dos rebanhos. Neste sentido, os produtores devem continuar aplicando em tecnologias de reprodução, em melhoria de pastos e também na aquisição de suplementos. Os confinamentos devem seguir registrando crescimento na pecuária nacional, ainda que de maneira moderada, pois esse sistema de terminação de bovinos é muito mais sensível às oscilações impostas pelo mercado. Hoje, menos de 16% dos animais abatidos locais provêm desses estabelecimentos.

Contudo, uma série de fatores parece estar alinhada para a propagação dos confinamentos locais. Podemos citar, por exemplo, a necessidade de se abrir espaço no campo para a pecuária de cria, a demanda cada vez maior por carne com melhor padrão de acabamento e, ainda, bovina no mercado externo, pois os estoques dos EUA e da Austrália (principais concorrentes) encontram-se extremamente equilibrados.

Os EUA, por exemplo, prevê 3% de queda na produção para 2015, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O câmbio é outro fator que deve continuar favorecendo as exportações brasileiras de commodities, assim como no ano de 2014. Por outro lado, devemos observar que ele exerce um efeito importante na composição dos custos de fabricação dos itens agrícolas e pecuários, o que acaba por reduzir as margens dos negócios.

No médio e no longo prazo, a tendência é de que a carne bovina continue se valorizando, pois a perspectiva é de que a necessidade mundial por este produto aumente em função da própria população e também de suas rendas. A demanda forte continuará sendo a grande mola propulsora desse mercado. Nesse contexto, o Brasil tende a absorver grande parte do aumento de consumo, pois ainda é, entre os principais produtores, o local que mais tem condições de ampliar a produtividade. A perspectiva apontada por alguns estudos é de que o País avance na pecuária de corte, nos próximos dez anos, em uma velocidade nunca vista anteriormente, o que deve impulsionar a indústria de insumos e exigir preparo por parte dos pecuaristas, para que eles possam gerir as mudanças tecnológicas que devem chegar ou já chegaram ao campo.

Voltando às projeções de curto prazo, neste ano podemos observar uma tendência de manutenção dos preços das carnes em patamares altos, próximos aos praticados no final de 2014. No mercado pecuário, a propensão é de manutenção dos investimentos que buscam o aumento da produtividade, pois o volume de matrizes ainda é baixo, o que deve manter firme o custo do bezerro para a reposição dos rebanhos. Neste sentido, os produtores devem continuar aplicando em tecnologias de reprodução, em melhoria de pastos e também na aquisição de suplementos.

Os confinamentos devem seguir registrando crescimento na pecuária nacional, ainda que de maneira moderada, pois esse sistema de terminação de bovinos é muito mais sensível às oscilações impostas pelo mercado. Hoje, menos de 16% dos animais abatidos locais. provêm desses estabelecimentos. Contudo, uma série de fatores parece estar alinhada para a propagação dos confinamentos locais. Podemos citar, por exemplo, a necessidade de se abrir espaço no campo para a pecuária de cria, a demanda cada vez maior por carne com melhor padrão de acabamento e, ainda, o aumento da oferta de animais acabados diante da crescente demanda mundial.

Por fim, pode-se verificar que o mercado pecuário, de maneira geral, encontra-se bastante otimista, não apenas para 2015, mas também com a perspectiva de bons negócios para os próximos anos. É sempre bom lembrar que são comuns os momentos pontuais de alta e também de baixa, principalmente em transações de tamanha exposição climática, como a agricultura e a pecuária. Porém, tentamos nos basear na linha de tendência, que se mostra extremamente positiva para a pecuária de corte brasileira.

Fonte: NFT Alliance | www.nftalliance.com.br
Postado por: Soluções Transportes | www.solucoestransportes.com.br

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