Cadeia do frio avança lentamente

Cadeia do frio avança lentamente

De acordo com dados da Anfir, em torno de 3% de caminhões pesados e 5% de caminhões leves e médios contavam com equipamento de refrigeração no ano de 2013.

Os desafios por trás da distribuição de produtos perecíveis como flores, hortaliças, frutos e pescados são inúmeros e requerem uma cadeia do frio devidamente integrada, sob pena de sofrer perdas significativas no meio do caminho ou levar às prateleiras alimentos impróprios para o consumo. Não bastassem os obstáculos em conscientizar os profissionais envolvidos nesse processo sobre os cuidados a serem observados neste longo e tortuoso caminho, a logística sofre com as más condições das estradas e o ainda inconsistente investimento tecnológico para integrar a cadeia frigorífica, cuja infraestrutura deve ser composta por instalações de pré-resfriamento, câmaras frias, transporte refrigerado, embalagens adequadas e sistemas de gerenciamento de informações.

De acordo com dados da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), em torno de 3% de caminhões pesados e 5% de caminhões leves e médios contavam com equipamento de refrigeração no ano de 2013. “Apesar do crescimento e de todos os investimentos no setor, a infraestrutura da cadeia do frio ainda se mostra deficitária no Brasil. A capacidade de câmaras frigoríficas instaladas não comporta a demanda de estocagem frigorificada”, constata Tamires Rodrigues, do departamento de marketing da São Rafael Câmaras Frigoríficas.

Para o executivo de contas da Thermo King, Roberto Hira, uma das grandes dificuldades neste sentido é informar a indústria sobre as melhores práticas disponíveis no mercado, combinando com certificações e treinamentos, a fim de assegurar que o produto mantenha sua textura, cheiro e cor originais. “O assunto, que deveria ser claro para a população, gera dúvidas até para pessoas do setor. Um exemplo típico: muitos entendem que o caminhão frigorífico serve para baixar a temperatura do produto, quando, na verdade, ele é projetado somente para manter a temperatura da carga, seja ela fria ou quente”, argumenta Hira.

O executivo destaca ainda os diversos aspectos que devem ser seguidos para garantir um transporte adequado e com custos operacionais reduzidos. O primeiro deles está relacionado às dimensões do veículo e especificação do isolamento térmico, que devem ser adequadas ao tipo de carga e demanda. Outra providência importante diz respeito aos sistemas multitemperatura, ao se permitir que, num mesmo veículo, produtos distintos sejam transportados simultaneamente em diferentes temperaturas. “Existem hoje equipamentos no mercado que asseguram o controle de temperatura independente para cada compartimento”, diz ele.

Além disso, prossegue Hira, o fornecedor deve oferecer serviços ou programas de manutenção preventiva que minimizem as falhas e disponibilizar assistência técnica capaz de permitir a rápida solução de quaisquer desafios em qualquer dia ou horário, por todo o território nacional.

No caso dos pescados, a cadeia do frio tem papel ainda mais essencial. Devido ao seu alto nível de perecibilidade, requer-se uma ação ágil e eficiente desde a sua retirada do mar até a chegada ao consumidor. A quebra do elo da cadeia do frio nestes casos, porém, é comum e acaba por acarretar problemas irreversíveis.

“A qualidade do pescado atualmente oferecido, de uma maneira geral, é muito deficiente e gera perdas grandes, porque o produto se deteriora mais rápido e seu tempo de vida útil é curto e deixa o consumidor insatisfeito. Os três fatores fundamentais para alterar essa realidade são temperatura adequada, manipulação higiênico-sanitária e tempo, em todos os elos da cadeia produtiva. Atendendo isto, todos estarão lucrando mais”, sintetiza Rúbia Yuri Tomita, diretora técnica do Laboratório de Tecnologia do Pescado do Instituto de Pesca de São Paulo.

Para melhorar esse panorama, tem crescido o uso de equipamentos cuja função é monitorar a temperatura do produto e suas oscilações durante o trajeto, por meio de registradores gráficos. Os avanços proporcionados por essas tecnologias, no entanto, estão restritos a poucas operações.

Seja por falta de interesse, capacidade financeira ou negligências de todo o tipo, os frutos, hortaliças, flores e pescados seguem se perdendo no caminho em grandes quantidades antes mesmo de ocupar as prateleiras dos centros de distribuição.

Fonte: Jornal entre Posto

Postado por: Soluções Transportes | www.solucoestransportes.com.br

A Soluções Transportes está presente no mercado há 11 anos. O objetivo da Soluções Transportes é atender de forma satisfatória, os fornecedores de produtos alimentícios que são destinados à Merenda Escolar. Nosso trabalho consiste em distribuir estes produtos em todas as escolas no prazo estipulado em contrato. Atuamos com frota própria de veículos, o que garante rapidez, qualidade e eficiência na distribuição dos Produtos.

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